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Entendendo para vencer a ansiedade!

5078[1]Vivemos na era da ansiedade. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em uma década cerca de 20% dos moradores das grandes cidades sofrerão de alguma variação desse tipo de transtorno. O prognóstico é preocupante, principalmente se considerarmos que o percentual é duas vezes maior que o de depressão- que, apesar disso, recebe bem mais atenção. É preciso, porém, fazer ressalvas. A ansiedade clínica é muito mais grave que a tendência comum às preocupações do cotidiano. Há seis transtornos de ansiedade conhecidos: fobia específica, transtorno de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno de ansiedade generalizada(TAG), transtorno de ansiedade social (TAS) ou fobia social e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Analisemos:
1)Fobia específica: Medo de um estímulo ou de determinada situação, como dirigir, viajar de avião, entrar na água, aproximar-se de certos animais etc. Existe uma crença subjacente de que o objeto em si é uma ameaça: o avião pode cair ou o cão pode morder. Pouco mais de 10% das pessoas apresentam alguma fobia, embora uma quantidade muito maior possa ter medos exagerados e irracionais deflagrados por um ou mais estímulos.
2-Transtorno de pânico: Estado de extremo desconforto diante das próprias reações fisiológicas e psicológicas a um estímulo-em essência, receio de um ataque de pânico e, em última instância, o medo da morte. Quaisquer anormalidades como respiração alterada ou batimentos cardíacos acelerados, vertigens, suores ou tremores são interpretados como sinais de colapso iminente, insanidade ou morte. Para fugir dessas sensações, a pessoa tende a evitar as situações que acredita poderem acionar essas reações, o que com frequência limita de maneira grave a mobilidade.
3-Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC): Caracterizado por pensamentos recorrentes ou imagens (obsessões) estressantes- por exemplo, a pessoa teme ser contaminada, perder o controle em público, cometer um erro e se comportar de maneira inadequada. Para fugir disso, tem a necessidade urgente de realizar certas ações (compulsões) que, em sua fantasia, neutralizarão esses pensamentos intrusivos: lavar-se, realizar rituais, fazer verificações constantes etc. O transtorno, em geral, leva à depressão e afeta cerca de 3% da população.
4-Transtorno de ansiedade generalizada (TAG) É essencialmente, a tendência de se preocupar continuamente. Nas mais diversas situações, os pensamentos se voltam para todas as possíveis consequências negativas e as maneiras de impedi-las. A maioria das pessoas que sofre da patologia acredita que ele é um traço de sua personalidade e que o excesso de preocupação é indispensável para a sua sobrevivência. O transtorno é, muitas vezes, acompanhado por sintomas físicos de estresse: insônia, tensão muscular, problemas gastrintestinais etc. Cerca de 10% das pessoas têm o distúrbio.
5-Transtorno de ansiedade social (TAS) ou fobia social: Medo de ser julgado pelos outros, especialmente em situações sociais como reuniões de trabalho, apresentações, festas, encontros amorosos; até comer em companhia de outras pessoas ou usar banheiros públicos torna-se um suplício. Os sintomas incluem tensão extrema ou “paralisia”, preocupação obsessiva com interações, tendência ao isolamento e à solidão. O transtorno é frequentemente acompanhado pelo uso de drogas e álcool. Cerca de 15% das pessoas têm esse problema, em algum grau.
6- Transtorno de estresse pós-traumático: Envolve o medo excessivo causado por exposição anterior a uma ameaça ou dano. Traumas comuns são decorrentes de violência física ou sexual, acidentes e conflitos armados. As pessoas que sofrem desse transtorno frequentemente voltam a experimentar seus traumas sob a forma de pesadelos ou flashbacks e evitam situações que tragam lembranças perturbadoras. Nesses casos, abuso de drogas e álcool é endêmico, assim como a depressão. Cerca de 15% da população em geral sobre do distúrbio.
A ansiedade ultrapassa os limites da lógica- e, pelo menos para a psicologia cognitiva, lidar com ela exige a retomada de um eixo. Assim, o caminho eficiente é colocar em xeque algumas “verdades” e, de preferência, substituí-las. Não é fácil? Claro que não, mas vivermos prisioneiros de medos e preocupações é pior!
Postado por Pr. Silvio Hirota, 05/11/2013

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